domingo, 16 de março de 2014

"Luta pelo teu Ideal!"

A ideia de que o que fazemos hoje tem influência no que faremos amanhã seria a frase com que descreveria o meu fim de semana, o poder de ser testemunho, o PODER e o CONSEGUIR mudar!

Cada um de nós tem as suas fragilidades, porém também tem as suas forças: alguns têm a coragem, outras a determinação e os verdadeiros, sim os verdadeiros cavaleiros, têm a coragem e a determinação: são destemidos. 

Ser cavaleiro é um dos meus grandes objectivos, lutar pelo meu ideal e conseguir com que este seja não só para mim, mas também para os outros (PARTILHA). 

Talvez sejam precisos muitos treinos para que alguém confie no cavaleiro, lhe entregue a sua espada e a honra de defender todo o seu reino.

Porém, devemos esperar sentados na sombra de uma árvore? Devemos esperar pelos tais "treinos" estipulados num horário para que não interfira com aulas, com os momentos com a família ou no café com os amigos? 

DESAFIA-TE A TI MESMO!! 
Cresce, aprende, sonha, cria, esboça, cai, recria, volta a cair, volta a sonhar... 
Faz de ti o cavaleiro que tem um rumo a seguir, "Luta pelo teu Ideal"

segunda-feira, 3 de março de 2014

"Mudar, renovar e ser exemplo"

Cheguei ontem de mais um fim de semana de escuteiros, uma actividade que apesar de contrária com a metrologia tinha como temática o Brasil. Não será de todo um tema ao acaso uma vez que nos encontramos numa época festiva que é o Carnaval
Foi de todo uma das actividades em que mais de testei: testei os limites de impermeabilidade da mochila, do casaco, dos sacos de plástico, e ultrapassei alguns dos meus medos. 

Queria descrever muitos dos locais por onde passei, ou pelo menos registar muitos deles, contudo preferi vivê-los ali no momento, para que se lá voltar consiga ver aquilo que não vi... descobrir sempre algo novo, algo que me surpreenda. 
Talvez, poucos conheçam aquele local, uma aldeia perdida no meio dos montes, onde aquilo a que nós estamos habituados: as redes de comunicação, lá não existem. 

Queria recordar cada trilho que fiz, cada pegada que dei, até a maior das molhas que apanhei. 
Queria poder escrever mas não consigo recriar muitos dos momentos. Houve alturas em que temi, muito, porém confiei. Confiei em que me guiava e com quem ia, sei que os acidentes acontecem mas a precaução e o sentimento de alerta também.

O querer partilhar demonstra muitas vezes aquilo que sentimos e num texto que não meu, mas de alguém que desde sempre me inspirou, diria que "é importante não apenas o que se vive, mas também o que daí se partilha". 
Ter ido a DRAVE provocou em mim uma mudança: o querer ser o mais, o querer ser exemplo, o querer ser realmente verdadeiro, o querer tirar a máscara... Há objectivos que tenho e que todos temos: o de alcançar a FELICIDADE.

Quando conhecem a nossas máscara, aquilo que muitas dez vezes nos faz parecer felizes, seguros e confortáveis, torna-se difícil esconder-mo-nos atrás delas, mas de certa forma faz-nos mais fortes. 
A verdadeira felicidade só é alcançada quando pomos de lado as nossas máscaras e damos o nosso melhor, a verdadeira felicidade só é alcançada quando partilhamos o que nos faz ou fez feliz, a verdadeira felicidade.

A verdadeira felicidade de alcançar os sonhos, sonhos esses que só são alcançados com trabalho, com olhar o mundo com olhos de ver, ver o que faz falta e o que precisa de ser mudado. 
Deste modo "ser a mudança que queremos ver no mundo". 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ser Finalista

Parece estranho imaginar que falta cada vez menos tempo para que se dê por concluído um grande ciclo: o secundário. Termina também agora a fase à qual ainda chamamos de escolaridade obrigatória, não é que para mim isso fosse mudar o ir ou não para faculdade, porém a primária foi há anos atrás, o básico parece que foi ontem e hoje?

Hoje estou no 12º ano e já só penso se vou entrar no curso, se tenho média, que vestido vou levar ao baile, com que vou ao baile, e a viagem de finalistas? Não quero terminar esta fase sem ir a um festival de música ou sem fazer voluntariado no verão... Muitas são as preocupações que me surgem no dia a dia , umas mais importantes que outras de certo, contudo todas elas acabam por fazer parte de mim. 

Todos queremos alcançar algo, algo que para nós será o mais importante, ou pelo menos o que mais desejamos. Quero chegar ao fim e sair de mochila cheia. Cheia de conversas, de amigos novos, de listas para a associação de estudantes, de testes (uns bons e outros maus), de fotos, de risos, de lágrimas, de canções, de livros, de cultura e sobretudo, cheia de memórias, memórias estas que se um dia precisar possa vir e recordar com o maior dos sorrisos no rosto.

Não foi há muito tempo que li um texto de alguém que agora está na faculdade, alguém por quem sempre tive e tenho uma certa admiração. Não estava lá em todos os momentos, mas foi algo que me comoveu principalmente porque este ano será a minha, será a nossa vez.

Tenho muitos amigos que não da minha idade, uns já partiram, outras partirão depois de mim, todavia, não irei esquecer nenhum deles. 
Quero viver cada momento do presente a seu tempo, sem pressas, nem vontade de correr para ir buscar algo que é incerto. 
Quero crescer naquela que é a minha segunda casa: a minha escola.
Quero aproveitar cada segundo de diversão, cada risada, cada lágrima, cada queda e cada mensagem. 
Quero encontrar-me. 
Quero definir quem sou ou quem serei. 
Quero sair de mochila cheia, mas de "bolsos abertos para na vida encher de sonhos, esperanças e como isso aprender".
Quero ser finalista...

A. Rita Flores 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Indiferença

Foi já há alguns dias atrás que assisti a uma palestra sobre Associativismo.
Nesta mesma palestra estavam presentes: representantes de diversos projetos, duas Associações de Estudantes de escolas secundárias de Coimbra, bem como uma Associação de Estudantes universitária.
Ambas as AE de escolas secundárias estavam muito bem representadas pelos respectivos presidentes, contudo aquilo que mais me indignou foi o discurso do presidente de uma associação de estudantes universitária.

No seu discurso falou da nossa falta de interesse, na maneira como desprezamos todas as mudanças que são feitas no ensino superior, sendo elas consideradas vantajosas ou prejudiciais para o mesmo, no modo como apenas damos importância a tudo o que é jogos de computador e redes sociais, e de um modo geral na INDIFERENÇA que os alunos de secundário têm para com a universidade. 
Porém, vocês questionam-se neste momento como eu me questionei, o que terão os alunos de secundário haver com os alunos universitários? E eu respondo: Têm tudo haver, são os futuros alunos da universidade! Todavia, como a própria palavra indica que somos os FUTUROS alunos e deste mesmo modo, estamos preocupados com a qualidade do ensino superior.

Contudo, temos o dever e o direito de aproveitar o momento presente, de tentar mudar aquilo que achamos não estar tão bem no ensino secundário, para que os futuros alunos venham a usufruir destas mesmas mudanças.
Queremos mudar o que está mal no ensino que frequentamos agora, queremos que os alunos do ensino superior lutem por eles, e por nós. 
Somos uma geração preocupada com o nosso futuro; queremos poder retribuir tudo aquilo que nos foi dado pelos nossos pais, afinal sempre nos deram mais do que alguma vez tiveram.
Quando nos caracterizam como jovens indiferentes devem relembrar-se que é dessa "indiferença" que surge a necessidade e o espírito de MUDANÇA