quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Indiferença

Foi já há alguns dias atrás que assisti a uma palestra sobre Associativismo.
Nesta mesma palestra estavam presentes: representantes de diversos projetos, duas Associações de Estudantes de escolas secundárias de Coimbra, bem como uma Associação de Estudantes universitária.
Ambas as AE de escolas secundárias estavam muito bem representadas pelos respectivos presidentes, contudo aquilo que mais me indignou foi o discurso do presidente de uma associação de estudantes universitária.

No seu discurso falou da nossa falta de interesse, na maneira como desprezamos todas as mudanças que são feitas no ensino superior, sendo elas consideradas vantajosas ou prejudiciais para o mesmo, no modo como apenas damos importância a tudo o que é jogos de computador e redes sociais, e de um modo geral na INDIFERENÇA que os alunos de secundário têm para com a universidade. 
Porém, vocês questionam-se neste momento como eu me questionei, o que terão os alunos de secundário haver com os alunos universitários? E eu respondo: Têm tudo haver, são os futuros alunos da universidade! Todavia, como a própria palavra indica que somos os FUTUROS alunos e deste mesmo modo, estamos preocupados com a qualidade do ensino superior.

Contudo, temos o dever e o direito de aproveitar o momento presente, de tentar mudar aquilo que achamos não estar tão bem no ensino secundário, para que os futuros alunos venham a usufruir destas mesmas mudanças.
Queremos mudar o que está mal no ensino que frequentamos agora, queremos que os alunos do ensino superior lutem por eles, e por nós. 
Somos uma geração preocupada com o nosso futuro; queremos poder retribuir tudo aquilo que nos foi dado pelos nossos pais, afinal sempre nos deram mais do que alguma vez tiveram.
Quando nos caracterizam como jovens indiferentes devem relembrar-se que é dessa "indiferença" que surge a necessidade e o espírito de MUDANÇA

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Quotidiano

Escrever sempre foi algo que fez parte de mim: fossem as minhas primeiras páginas de diário; as cartas ao pai natal; os bilhetes deixados em cima da mesinha de cabeceira da minha mãe quando lhe queria pedir desculpa, mas não tinha coragem; até aos pequenos grandes textos que agora escrevo para o meu blog. 

"Quotidiano" porque para mim escrever é uma necessidade diária e é muitas vezes através desta que encontro inspiração para novos projectos, alegria para algo que correu menos bem, ou um breve intervalo nas horas afim que passamos a estudar. 
Nem todos temos de ter o dom para a escrita, uns desenham, outros cantam, uns aplicam-se na área da saúde, das engenharias ou quem sabe da arqueologia. Cada um tem o seu talento e é nesse talento que devemos investir, devendo sempre tentar fazer do nosso quotidiano um dia a dia mais feliz, para nós e para os outros. 
Para mim é a escrita, e para ti? 

Foi segundo este ideal que numa passada terça feira me foi apresentado, na escola, o projecto TRANFORMERS.
Neste projecto o principal objectivo é através dos nossos talentos, das nossas capacidades intervir de modo positivo nas nossas comunidades, fazer a diferença! 
Na prática, este projecto dá-nos a oportunidade de durante nove meses aprender um actividade à nossa escolha, através do voluntariado de mentores que nos vão ensinar um pouco mais sobre a mesma. 
Passados esses nove meses, cada um de nós é desafiado a utilizar, da forma mais criativa e solidária, aquilo que aprendeu, junto da sua comunidade, fazendo deste modo, e recorrendo a palavras do próprio projecto, um "payback" de tudo aquilo que nos deram a nós. 
Sendo assim, porque também tu não te tornas um transformer? Encontra a tua arte!

A.Rita Flores

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Alguma vez imaginaste?

Muitas vezes dou por mim a ver televisão e a questionar-me se alguma vez quem alcançou sucesso numa área como a música, a televisão, o cinema... qualquer forma de arte, imaginou que alcançaria os seus verdadeiros sonhos. 
Como é óbvio todo o trabalho por eles desenvolvido não será meramente por acaso, ou sem um plano traçado contudo, serão de certa forma surpreendidos na forma como o público aprecia e publicita a sua arte. 
Todos temos sonhos e nos questionamos constantemente com a frase " alguma vez imaginaste", afinal é "o sonho que comanda a vida".
Todos queremos alcançar algo, e por mais pequeno que esse seja devemos deixar de nos questionar  se alguma vez imaginamos, passando antes a dizer "eu vou fazer isto, para poder alcançar isto".
Há que lutar por aquilo que tanto queremos, por aquilo que desejamos, nunca esquecendo que há sonhos irrealistas e que se alguém nos diz que talvez não é o melhor que há em nós, então deveremos seguir o seu conselho. 
Nunca esquecer que há dois tipos de pessoas: aqueles que nos ajudam a alcançar os sonhos e aqueles que vivem para os destruir, e por isso há que saber tirar dos conselhos aquilo que nos melhora a nível pessoal.
Questiona-te, interroga-te, cresce, sonha, torna-te melhor, aprende, vive o momento, sonha, chora, ama, sorri e partilha... 

Alguma vez imaginaste que as coisas mais pequenas são aquelas que te fazem mais feliz? 

A. Rita Flores 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Regresso às aulas (2ª parte)

As aulas vão recomeçar e o pensamento mais frequente será: "Este período vou mesmo esforçar-me: vou tirar boas notas, vou sair menos, não vou faltar aos treinos, nem a qualquer outra actividade que tenha." 

Pois bem, este deve ser realmente o pensamento, contudo não pode ser apenas fruto de sonhos ou resoluções do ano novo, tem de se tornar em ações concretas. 

Qualquer que seja o ano em que estejas: básico, secundário ou faculdade, não ouças quanto te dizem "eu nessa altura nem estudava" porque não é verdade! Todos nós já passamos por lá, ou iremos passar, e temos todo o direito e o dever de sentir realmente aquilo que para nós significará, mas quando lá chegarmos. 

Não apresses nada, vive cada ano com a maior das vontades e dos empenhos, porque quer tu queiras quer não é uma maneira de encontrares o teu verdadeiro caminho, aquilo que realmente queres fazer.
Ainda não encontras-te? Não te preocupes, é na mais pequena das coisas que encontras e que deves  procurar. As coisas não te caiem do céu não penses nisso, tens de pensar, escrever, desenhar, pintar, cantar... fazer aquilo que te faz feliz, mas nunca esquecendo as tuas obrigações, que é a escola. 

Nem todos temos de ser políticos, médicos, engenheiros ou gestores, ou o aluno com melhor média. Temos antes de ser o aluno que mais contribui para tornar o mundo num lugar melhor, porque “a educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”.