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sexta-feira, 6 de março de 2015

Entre o antigo o novo...

Tenho saudades… Recordo-me de ti, da primeira vez que te ouvi e que me encheste o coração. Tenho saudades quando eram horas aquelas que passávamos juntas, sem o olhar atento ao ponto dos minutos, para ver quanto teriam já passado.

Tenho saudades de quando eras tu que preenchias as minhas tardes e noites, mesmo quando nada parecia funcionar corretamente, muito menos existir melodia.

Tenho saudades de quando eras a razão do meu sorriso, um motivo de força maior que me obrigava a sorrir mesmo quando o dia não parecia correr tão. Algo que me fez querer ter-te na minha companhia, acordar, ver-te e sentir-te.

Tenho saudades de quando eras a razão do meu choro, a razão das lágrimas, que sem eu dar por isso desciam pela minha face e deixam marcas no papel, nas partituras que tanto ainda tinham por decifrar.

Tenho saudades de quando eras a minha desculpa para vir para casa mais cedo, ou de quando eras o meu motivo para querer ter aulas até bem à noitinha.

Tenho saudades de quando eras a força de um grupo, a principal razão de combatermos o frio, o escuro e contemplarmos o luar. De quando era contigo que me ensinavam a olhar para as estrelas e ver que histórias teriam elas para me contar.

Tenho saudades, mas ainda bem que tenho, significa, acima de tudo, que fui muito feliz quando estive contigo. Continuas no meu quarto, bem junto ao meu pequeno sofá, onde depois de jantar faço questão de me sentar e sentir as tuas cordas nos meus dedos. Dedos que agora têm outras marcas, outras feridas, causadas por motivos que também um dia, certamente, me farão sentir saudade, mas desse um dia, talvez muito em breve, escreverei.

O viver a teu lado não tem nenhum estilo, género ou partitura, o partilhar contigo os momentos em que percorro os diferentes caminhos que escolho caminhar, isso sim faz-me querer ter-te sempre na minha companhia.
Sinto saudade, mas cresci muito quando te deixei.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"Anda, faz uma pausa..."

Início de mais um ano, doze passas, doze desejos. Os meus? Ficaram todos eles por pedir. Porquê? Talvez porque não me sentei a pensar bem no que gostaria de pedir, ou simplesmente por querer que este novo ano fosse diferente (ou que continuasse a ter "aquele sorriso estranho"). 

Nova fase. Caloira daquele que foi um dos doze desejos de há muitos anos atrás. Aquilo que tenho vindo a aprender com ele, não foi totalmente fruto do que sentada nos frios auditórios da Faculdade de Letras, ouvi e me deixaram (mais) pensativa. Talvez uns dias mais acordada, outros mais sonolenta (mas nunca dormindo garanto), fizeram-me reflectir apenas na verdadeira essência do que será um jornalista, como também na quantidade de matéria que iria sair no exame final daquela cadeira. A permanente frase do "será isto matéria? será isto apenas para nos deixar pensar?", ora pois bem, feita a leitura dos sumários daquela que será a matéria avaliada concluo que: naquelas salas, onde se respira tradição, onde se lêem frases e se ouvem passos a criar o novo conceito de hora académica, tomamos consciência de que acima de tudo estamos na faculdade para crescer, para nos tornarmos cidadãos melhores e mais completemos, para formarmos carácter e, muitíssimo importante nos dias de hoje, fortalecer o nosso espírito crítico. 

Quem precisa de ter consigo um brilhante cozinheiro, que saiu da sua escola de formação com uma belíssima média, se não sabe fazer a bela da simples omelete? Ora pois bem, obtemos a mesma resposta quando nos questionamos sobre o porquê de tanta importância dada à teoria nas nossas presentes áreas de estudo. 

Chegada a janeiro… Quem diria que já terminou um semestre de aulas, quem diria que Coimbra tinha um pulsar tão grande como aquele que se sente diariamente em cada estudante. Certamente, neste mês, que tanto estudo se faz sentir, damos sentido às originais palavras que descrevem a nossa cidade: a cidade dos estudantes. Contudo, do que é feita a vida de um estudante se não de aprendizagem? Ora pois bem, parece mais uma daquelas frases que, de vez em quando, vamos dizendo aos nossos pais, uns mais longe e outro mais perto, sobre o quanto a faculdade é uma verdadeira escola de vida. Não nego o meu total acordo com a mesma, mas do que é feito do sentimento de revolta estudantil? Do que é feita a necessidade, quase constante de escrita? De que é feito dos estudantes, que tão representativos da cidade de Coimbra, eram cidadãos tão ativos politicamente? De que é feito tudo isto, se nem nas votações para a sua própria associação estes participam na sua totalidade? Ora pois bem, se queremos ser os melhores naquela que é a nossa área de estudo, não esqueçamos da importância que atualmente o conceito de número tomou, mas também nos façamos lembrar que é preciso saber ser os futuros responsáveis pelo nosso Portugal.

Fruto de um pequeno semestre, talvez já sentido demasiado daquela que considero ser a minha cidade. Olho pela janela do meu quarto, vendo as luzes ligadas, as persianas fechadas e os carros que ainda vagueiam pelas estradas e relembro-me do quanto é essencial saber viver, saber jogar e saber perder, saber competir e saber dar o braço a torcer… ora aqui está, momentos de pausa, são os que nos aquecem e nos ensinam a (querer) saber.

domingo, 16 de novembro de 2014

Igual a ti? Não há ninguém.

Queres crescer? Então aprende com o passado, vive o presente e não penses demasiado no futuro. 
Ultimamente tenho-me questionado sobre algumas decisões que tomei e o porquê de as ter tomado, ao mesmo tempo que não posso deixar de pensar em algumas que terei de tomar. Na verdade, todos nos questionamos sobre isto, afinal, todas as nossas ações no presente têm a sua influência do passado e terão, certamente, influência no futuro. 
Se há algo que ainda te deixa inquieta, não deixes que continue assim. Desfaz todas as tuas dúvidas e segue em frente. Se é tarde demais para fazer perguntas, então desliga e aproveita o que de bom a vida te está a dar. 

A bela analogia da vida a uma montanha Russa é das mais próximas da sua definição. Nem todos os momentos são em alto, muito menos serão todos em baixo. Tudo bem, no ano passado a escola, o curso não correu tão bem como esperarias, terminaste uma relação duradoura e um amor de verão ficou-se apenas por aí, pelo verão. Agora, terá de ser esse o impedimento para o viver em pleno do presente? Como é óbvio que não! Nenhum de nós tem de ser estudante de psicologia para saber o quão importante é ter auto estima e a crença de que as coisas vão correr bem. Agora, não te encostes a um muro, não estejas à espera que oportunidades de emprego caiam do céu ou que grandes notas em frequências e exames surjam como fruto da sorte.

Sim, a sorte existe, mas nunca será dela que o teu sucesso irá depender totalmente, em parte não o posso negar que até dependa. Porém o conhecer de este ou de um outro individuo mais influente, não te irá servir como um elemento fundamental se não lhe mostrares o quão bom, especial e único, tu és, não vais ser tu o escolhido.

A vida não é apenas um jogo, mas vive muito "à sua beira". Não se trata de seres o primeiro ou de seres egoísta para com os outros, mas sim de dares o teu melhor, de saberes que estás dedicado "de corpo e alma" e acima de tudo, de saberes quem está a teu lado e que estarás pronto ajudar, mesmo que ele não retribua. 

Não vivas agarrado ao passado, vive antes com a ideia de te tornares melhor a cada dia, de dares mais de ti e de receberes mais dos outros. Exige de ti e dos outros! Não aceites o conformismo e não negues a luta, não saias de casa com a incerteza do caminho, sai com aquele brilho nos olhos neste mundo onde a incerteza reina cérebros e corações. Vive na certeza que de serás melhor a cada dia e na certeza que igual a ti, não há ninguém.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Nós queremos realizar esse sonho!"

"Desde sempre, sopra uma brisa", desde sempre que temos sonhos, sonhos esses que são carregados por alguém. Alguém tão leve como o vento, que nem damos por ele, esquece-mo-nos da sua presença. 

Ao longo do fim de semana, lembrei-me dos meus sonhos em criança, do modo como os meus irmãos mais velhos foram contribuindo para que eles se realizasse, se tornassem parte de mim e me fizessem crescer. Alguns, certamente, não passaram de palavras soltas escritas numa folha de papel. Outros, porém, fizeram-me olhar o mundo, crescer e continuar a acreditar no sonho. 

"O mundo avança com a nossa vontade". É verdade que os sonhos segundo o dicionário são um produto da imaginação, da fantasia, algo impossível, uma ilusão, porém, porquê seguir as regras e ser igual a tantos outros? Porque haveremos de esconder o nosso verdadeiro eu e não demonstrar a nossa vontade? AmbiçãoTrabalho? E no fim de tudo, a concretização

Nem tudo serão caminhos trilhados, nem tudo serão belos vales, com lindas flores, é verdade, mas quando desafiamos o Eco "gritando FELICIDADE! Ela virá de volta, uma e outra vez, de cada vez, que encontres a dificuldade". 

Este é o teu desafio, o nosso desafio! Um dia alguém carregou os nossos sonhos, esteve a nossa lado e sonhou connosco. Agora, é a nossa vez de os ajudar a fazer voar os deles, a deixar que a brisa que sopra lhes mostre o caminho, que os faça cair, mas que os ajude a levantar-se e a erguer-se de novo, prontos para mais uma queda. 

O nosso papel? Ser realizadores de sonhos... 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ondas do mar

Os meus pensamentos são como as ondas do mar, vão e vêm. Às vezes deixam rastos de sal, sal esse que espalhado pelo areal deixa marcas de uma passagem.

Em criança muitas vezes tentei caminhar no areal sem deixar uma pegada, ou aproveitar as pegadas já deixadas para caminhar por cima. Com grande frustração nunca consegui!  Na minha pequena mente científica, por estar sujeita a uma força que não me permite andar sem deixar marca. Contudo, na minha grande mente poética diria que todos temos uma pegada a deixar, seja no areal da praia, seja num campo de relva, ou simplesmente na estrada em que os carros passam provenientes da vida agitada que levam.
Quando estou perto do mar gosto de ver e ouvir o rebentar das ondas, de ver até onde a luz do farol alcança ou quantas estrelas posso contar pelo anoitecer. Pelo menos junto ao mar, não há ruído, apenas as vozes das sereias que nos cantam canções de embalar, e nos contam histórias de aventuras sobre cavalos-marinhos e estrelas-do-mar.

Pensava que era em terra que um homem se encontrava, se sentia realizado e pronto a encarar cada desafio. Mas então porque tão grande parte do nosso planeta é constituída por água, se esta não existe para fazer do homem um ser melhor? Não consigo ainda compreender bem aquilo que o mar tem para me dar, nem mesmo aquilo que ele me quer dizer. Quando era mais nova, nos dias de verão passados no Algarve, em família, gostava de ficar até ao por do sol junto ao mar, cantava para ele e falava-lhe sobre mim. Se ele me respondia ou não, não tenho bem a certeza, mas das minhas pequenas dúvidas de criança saí com decisões tomadas e prontas a serem realizadas.

Hoje em dia perdi grande parte do contacto que tinha com o mar, deixei de falar com ele, passei a ser como via as mães: passar o dia estendido na toalha embalada nas palavras dos grandes heróis da literatura. Tenho tanto que gostava de te contar. Gostava de te mostrar o quanto cresci, mas como lá no fundo continuo a ser a criança que brincava com os baldes e com as conchas até que os pais a chamassem para que também eles pudessem descansar.

Então e tu mar? O que tens para me contar?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Contos de fadas

Se hoje em dia existissem contos de fadas tu e eu seriamos as personagens principais.
Talvez não fosses um belo príncipe e eu uma linda princesa, simplesmente seriamos tu e eu, sem vestidos ou espadas que impedissem de nos conhecermos verdadeiramente. 

Se os contos de fadas existissem tudo seria como nos filmes em que por acaso eles se encontram num campo de flores, ou ele a salvaria das garras de um temível dragão. Hoje em dia tudo são encontros marcados, previstos e agendados, sem que demos oportunidade ao imprevisto e à espontaneidade. 

Se os contos de fada existissem ele declarava-se a ela ao som de uma serenara, ou de uma carta de amor. 
Nos dias de hoje talvez ela o fizesse, ou simplesmente nada acontecesse. Talvez trocassem mensagens por telemóvel e alguns gostos nas redes sociais. 

Se os contos de fada existissem o modo como se procura o príncipe encantado não era mais do que através de um sorriso. Hoje em dia passamos dias, horas a ligar os dados móveis para ver se algum de nós está ligado.

Se existissem contos de fadas, tudo isto não passariam de palavras numa folha de papel, mas sim de uma história de amor sendo relatada. 
Apesar de tudo, ainda hoje acredito em conto de fadas afinal, "tenho em mim todos os sonhos do mundo". 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Uma gota

Passamos o dia-a-dia a correr, não olhamos em nosso redor, não damos contas das mudanças ou do novo corte de cabelo da nossa vizinha da frente.  
Passamos o tempo a lamentar-nos sobre aquilo que nos corre de mal sem nos lembrarmos de aproveitar as coisas felizes e os momentos em que estamos com quem é importante para nós.  

Passamos demasiado tempo agarrado às novas redes sociais: o facebook como modo de partilha, o twitter com desabafo, o snapchat quando de mais nada nos recordamos e no instagram pelo gosto de recordar fotograficamente os momentos que vivemos. Deveríamos viver mais na prática do que no virtual... Não se criam histórias de uma vida pela internet, não são feitas grandes lutas ou grandes conquistas pela internet, muito menos criamos melhores amigos através dela. 

Vive a tua própria história, não a sonhes virtualmente.
Que histórias contarás aos teus netos sobre as aventuras que tinhas quando decidias ir tirar laranjas ao quinta do vizinho?  
Que histórias irás contar um dia, quando fores convidado a partilhar um momento em que te sentiste totalmente livre?  

Por mais estranho que vos possa parecer apenas agora compreendo o verdadeiro sentido do "não só do pão vive o Homem". Não é apenas do modo como vivemos as coisas, ao mesmo das coisas que vivemos, é importante crescer com elas, tomar delas o que melhor nos completa (nos alimenta). Nem tudo serão experiências positivas ou enriquecedoras, é certo, porém crescemos mais quando delas aprendemos a tirar bem o sumo, mesmo que só numa gota resulte.  

Não quero dar nenhuma lição de vida porque também eu gasto o meu tempo nas novas tecnologias, afinal também eu sou fruto da sociedade e apenas temos de aprender a moldar-nos, a ser nós próprios mesmo nos momentos em que nos sentimentos mais em baixo.

Inspirada por muitos, mas neste texto em alguém em particular, quero deixar uma marca no mundo, quero descobrir a missão me foi confiada. Desse mesmo modo, tomo a liberdade de terminar por hoje com uma frase, que não minha, mas de alguém que já deixou uma pequena grande marca em mim muitas vezes com simples palavras.  "E tu, que vais fazer com a tua história?".

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Na minha gaveta...

Queria escrever-te uma carta, mas não sei bem como iria começar.
Talvez com um pequeno Olá, Sou eu a tua amiga. Bem, melhor seria começar com uma simples frase que eu sei que te enchia o olhar: Sabes (também) eu passo a vida a escuteirar
Quando te quero escrever tudo o que faço me parece ridículo, demasiado frio ou demasiado pessoal para ser partilhado através de um papel. Por isso, não te escrevo e deixo que o vento leve os meus pensamentos. 

Queria escrever-te uma carta, mas não sei bem com que tema. 
Talvez te perguntasse qual a tua música preferida, a cor que mais gotas ou o porquê de seres escuteiro?
Porém, quando te começo a escrever todas as perguntas me parecem estranhas e demasiado óbvias para serem feitas. Por isso, não te escrevo e deixo que as palavras as leve o vento.

Queria escrever-te uma carta, mas não sabia como a terminar.
Talvez um Adeus, um Até já ou uma Forte Canhota. Porém, tudo me iria parecer uma despedida prolongada e nada me deixaria ficar por aqui a sonhar. 

Queria escrever-te uma carta, mas não saberia para onde enviar.
Por isso, ponho-me a pensar e na minha gaveta as deixo ficar. 


(Fruto do pensamento e não do sentimento)
A. Rita Flores