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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Será?

Início de um novo semestre. O recomeçar de uma "rotina" de estudante e dos horários de tentativa de não perder o autocarro para dar uso ao famoso e amigo quarto de hora académico. Novos desafios nos são lançados e mais do que o decorar de um novo horário, dos anfiteatros onde vamos ter aulas, somos confrontados com novos projetos e iniciativas nas quais queremos participar.

Porém, como diria um amigo meu o que um escuteiro faria no fim, seria uma avaliação, e como boa escuteira que sou, farei jus ao pressuposto:

"Então como correu o primeiro semestre?"
Bastante bem, até consegui tirar boas notas e apenas ir a um recurso para melhoria.

"E estás a gostar?”
Sim, estou a estudar aquilo que sempre desejei e espero vir um dia a ser uma verdadeira jornalista, não ficando apenas com o rótulo de estudante de jornalismo.
Todavia, a verdadeira questão deveria ser se o curso me sacia, se me desafia, e a tal pergunta responderei que não. Tudo bem que o desafio é criado por cada um de nós, sendo por isso e para isso que a Universidade e a própria AAC nos oferecem diversas oportunidades de nos expandirmos naquela que será a nossa área futura de profissão. Mas então a segurança e o crescimento dentro das quatro paredes de uma sala? Não será, também, suposto desafiar-nos e dar-nos sede de mais?
Não digo que o próprio curso não me dê vontade de saber mais, de estudar ou de aprender a informar(-me) melhor, apenas me questiono se será o meio mais completo e preenchido de o fazer. Todo o estudante pode ser jornalista, não se cinge apenas ao relato noticioso, mas dentro da sua área de estudos poderá ser um repórter e um investigador.
Suponho que muitos de nós caloiros (e os já denominados de doutores) se questionem sobre o curso que frequentam. Não será o questionamento uma presença eterna de um jovem estudante que pouco consegue prever do mercado de trabalho e de um estilo de vida futuro? Se o jornalista se questiona e se sente eternamente insatisfeito então, provavelmente, as cadeiras onde me sento e ouço quem mais experiência e sabedoria tem, me contam verdadeiras histórias de adultos que também um dia sonharam vir a ser grandes jornalistas e se questionaram: será?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

E Cleofas, teve t-shirt?

Passamos a vida neste correr corre. Vamos à escola, voltamos a casa, saímos para tomar café, voltamos ao trabalho e quando finalmente chegamos a casa mais trabalho nos espera. 
Esquece-mo-nos das pequenas coisas, de as observar, de as pensar ou simplesmente de as olhar. 

Também ele não reparou, apenas o via como um viajante que se juntou a ele no seu percurso. Falou-lhe das suas tristezas, do caminho que fazia e com quem o fazia. Apenas quando ele repartiu o pão, o soube reconhecer e ver com quem fez ele todo aquele caminho. 


Hoje fizeste um pequeno grande percurso e provavelmente tens umas dores desconfortáveis em alguns membros. Mas, então e como esteve o tempo hoje ? Qual era a cor da camisola da pessoa que esteve ao teu lado? Partilhaste o teu sorriso com um desconhecido? Pois bem, passamos os dias neste corre corre que simplesmente nos esquecemos de quem está todos os dias ao nosso lado, quem partilha connosco o seu pão no fim de uma longa caminhada. 

Hoje em dia somos assim, muitas vezes precisamos que alguém nos toque para que olhemos o mundo com olhos de ver. E se é verdade que nem todos vivemos a fé da mesma maneira, não significa que lá no fundo não estejamos todos unidos. Afinal há caminhos que escolhemos e caminhos que nos escolhem. 

(Encontro Regional de Caminheiros e Companheiros 2014 - Momento da actividade de clã)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Na minha gaveta...

Queria escrever-te uma carta, mas não sei bem como iria começar.
Talvez com um pequeno Olá, Sou eu a tua amiga. Bem, melhor seria começar com uma simples frase que eu sei que te enchia o olhar: Sabes (também) eu passo a vida a escuteirar
Quando te quero escrever tudo o que faço me parece ridículo, demasiado frio ou demasiado pessoal para ser partilhado através de um papel. Por isso, não te escrevo e deixo que o vento leve os meus pensamentos. 

Queria escrever-te uma carta, mas não sei bem com que tema. 
Talvez te perguntasse qual a tua música preferida, a cor que mais gotas ou o porquê de seres escuteiro?
Porém, quando te começo a escrever todas as perguntas me parecem estranhas e demasiado óbvias para serem feitas. Por isso, não te escrevo e deixo que as palavras as leve o vento.

Queria escrever-te uma carta, mas não sabia como a terminar.
Talvez um Adeus, um Até já ou uma Forte Canhota. Porém, tudo me iria parecer uma despedida prolongada e nada me deixaria ficar por aqui a sonhar. 

Queria escrever-te uma carta, mas não saberia para onde enviar.
Por isso, ponho-me a pensar e na minha gaveta as deixo ficar. 


(Fruto do pensamento e não do sentimento)
A. Rita Flores 

segunda-feira, 3 de março de 2014

"Mudar, renovar e ser exemplo"

Cheguei ontem de mais um fim de semana de escuteiros, uma actividade que apesar de contrária com a metrologia tinha como temática o Brasil. Não será de todo um tema ao acaso uma vez que nos encontramos numa época festiva que é o Carnaval
Foi de todo uma das actividades em que mais de testei: testei os limites de impermeabilidade da mochila, do casaco, dos sacos de plástico, e ultrapassei alguns dos meus medos. 

Queria descrever muitos dos locais por onde passei, ou pelo menos registar muitos deles, contudo preferi vivê-los ali no momento, para que se lá voltar consiga ver aquilo que não vi... descobrir sempre algo novo, algo que me surpreenda. 
Talvez, poucos conheçam aquele local, uma aldeia perdida no meio dos montes, onde aquilo a que nós estamos habituados: as redes de comunicação, lá não existem. 

Queria recordar cada trilho que fiz, cada pegada que dei, até a maior das molhas que apanhei. 
Queria poder escrever mas não consigo recriar muitos dos momentos. Houve alturas em que temi, muito, porém confiei. Confiei em que me guiava e com quem ia, sei que os acidentes acontecem mas a precaução e o sentimento de alerta também.

O querer partilhar demonstra muitas vezes aquilo que sentimos e num texto que não meu, mas de alguém que desde sempre me inspirou, diria que "é importante não apenas o que se vive, mas também o que daí se partilha". 
Ter ido a DRAVE provocou em mim uma mudança: o querer ser o mais, o querer ser exemplo, o querer ser realmente verdadeiro, o querer tirar a máscara... Há objectivos que tenho e que todos temos: o de alcançar a FELICIDADE.

Quando conhecem a nossas máscara, aquilo que muitas dez vezes nos faz parecer felizes, seguros e confortáveis, torna-se difícil esconder-mo-nos atrás delas, mas de certa forma faz-nos mais fortes. 
A verdadeira felicidade só é alcançada quando pomos de lado as nossas máscaras e damos o nosso melhor, a verdadeira felicidade só é alcançada quando partilhamos o que nos faz ou fez feliz, a verdadeira felicidade.

A verdadeira felicidade de alcançar os sonhos, sonhos esses que só são alcançados com trabalho, com olhar o mundo com olhos de ver, ver o que faz falta e o que precisa de ser mudado. 
Deste modo "ser a mudança que queremos ver no mundo". 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

10 passos para chegar ao topo


“Ninguém nos disse quem nós somos
Ninguém nos disse o que fazer
Ninguém nos disse que iria ser fácil
Alguém disse que somos o que sonhamos, que se não sonhamos então não nos sentimos vivos.
Os nossos passos seguem o nosso instinto e levam-nos ao desconhecido.
Já não avistamos os obstáculos ultrapassados, mas olhamos para os próximos. Não tem a ver com ser o mais rápido, o mais forte ou o maior… tem a ver com sermos nós próprios.
Nós não somos apenas pessoas somos ESCUTEIROS. Nós não sabemos se a encontraremos, mas vamos em busca da felicidade.
Afinal do que andas à procura? Ser tu próprio é tudo o que consegues ser?!”